Que a saúde começa pela boca, isso já sabemos, mas vale lembrar que a presença de comida, umidade e a temperatura ideal torna exponencial o desenvolvimento de microorganismos na cavidade oral. Todos esses elementos são fundamentais para nossa existência, mas devem ser mantidos em um equilíbrio constante através alimentação balanceada e a remoção frequente de resíduos alimentares e bacterianos.
Lembre-se que a combinação ideal entre a escova e o creme dental é fundamental para o resultado e deve ser personalizado para cada caso. Nosso objetivo é um grande alcance, um ótimo polimento de superfície, mas sem abrasão excessiva para evitar o desgaste do esmalte. Utilizar uma escova macia e que apresente boa deformação para acompanhar os contornos dos dentes, adicionando um creme dental com corretamente indicado para otimizar o resultado. Escovar os dentes lateralmente com a escova a 45 graus em direção à gengiva faz com que as cerdas penetrem entre a gengiva e o dente direcionando e otimizando o seu tempo de dedicação à limpeza da zona crítica periodontal. Lembre-se, seu foco é polir a região dentária mais próxima à gengiva (colo dentário) e os espaços entre um dente e outro, lembrando que o fio dental é uma ferramenta menos eficiente que a escova e trabalha apenas no ponto de contato entre os dentes.
Essa pergunta é muito interessante, pois demonstra tanto a insegurança dos pacientes quanto a imperfeição de alguns trabalhos mal planejados e mal executados por aí. Bom, se você deseja um trabalho bem-feito, com bom acabamento, contorno estético adequado e coloração homogênea, sim, é essencial um pequeno desgaste do esmalte dentário. Mas entenda o que isso significa. Um pequeno desgaste frontal, muitas vezes inferiores a 0,3mm, garante um bom assentamento da peça cerâmica sobre o dente sem a presença de “degraus” ou excessos de material, para que não gere a sensação de dente “saltado” (projetado para frente), escondendo as imperfeições abaixo. E esse é exatamente o propósito das Lentes de contato dental. Esconder defeitos, sejam eles de cor, tamanho, formato, textura, posicionamento, etc. Entenda que uma lente bem-feita é uma segunda oportunidade de ter um esmalte dentário, porém sintético com as modificações desejadas.
Como tudo na vida, sim, elas podem falhar! Mas isso é longe de ser comum diante de um bom planejamento e uma execução bem realizada. É elementar que bons materiais, métodos, equipamentos e um profissional capacitado faz toda a diferença, motivo pelo qual infelizmente atendo muitos casos para repetição de trabalhos inadequados. Em minhas estatísticas de clínica, com mais de 15 anos de experiencia na área, o percentual de perda ou fratura dos meus trabalhos é inferior a 0,1%. Isso porque sempre respeito a oclusão (mordida), o que reduz e muito as chances de perdas precoces neste tipo de reabilitação. Além disso utilizo materiais que chegam a ter 4,5 vezes mais dureza (resistência) do que o esmalte dentário convencional e são colados sobre os dentes com máxima adaptação e uso de colas de altíssima capacidade mecânica e longa durabilidade. Assim, o que determina a durabilidade de uma boa lente, é a condição do dente que está atrás dela. Sob condições adequadas, não há restrições alimentares relacionadas às lentes. Vida normal, higiene normal.
As Resinas odontológicas, com mais de 50 anos de mercado, se desenvolveram muito nos últimos anos. São materiais extremamente versáteis e com qualidades muito superiores a seu antecessor, o amalgama. Sua adesividade a torna muito mais segura, sua cor muito mais estética e sua aplicação em boca é muito rápida. Porém, se trata um material indicado para pequenos reparos (recontorno cosmético ou cavidades de cáries contidas) devido à sua baixa resistência. E entendam com clareza!! PEQUENOS reparos. Não adianta querer reconstruir um sorriso completo revestindo (“envelopando”) os dentes, mudar cor, mudar posição, mudar tamanho, tudo em resina! Não existe milagre. Não se iluda. Sabemos que o custo baixo da resina é convidativo e que a promessa de algo “inofensivo”, “sem desgaste”, “reversível” e de rápida execução é extremamente atraente, mas este sonho não passa de um pesadelo. Perda de brilho, manchas, alteração de cor, escurecimento entre os dentes, acúmulo de tártaro, perda óssea periodontal, desgaste e fraturas constantes são rotina neste tipo de abordagem de tratamento mal planejado. E quanto maior a extensão das resinas, maior o esforço sobre elas e mais intenso se tornam essas condições. Tenho recebido um número crescente de pacientes com queixa sobre facetas em resina e a remoção infelizmente sempre deixa sequelas e acabam dificultando ainda mais uma abordagem futura para tratamento estético.
O recontorno cosmético em resina composta, quando bem indicado e corretamente aplicado tem excelentes resultados. Trata-se de um remodelamento estético e funcional aplicado à pequenas áreas com o intuito de compensar pequenos defeitos estéticos, sem alteração geral de cor ou qualquer modificação severa de posicionamento. É uma técnica bastante elaborada, requer materiais, métodos e habilidades diferenciadas de forma que sua aplicação, quando muito extensa ou abrangente na boca, acaba não sendo indicada, não valendo a pena tanto em durabilidade, qualidade, manutenção, quanto em resultado estético, quanto em custos.
Como costumo dizer: “você pode usar massa plástica para consertar um pequeno amassado num carro, mas não para fazer um carro…” simplesmente não é feito para isso.
O termo faceta já é um pouco antigo e um pouco ultrapassado para os dias de hoje, mas em sua essência e definição não se diferem das lentes de contato dental como são chamadas atualmente. Ambas são laminados cerâmicos confeccionados para recobrimento estético dental. O nome lente de contato se deve a diferença da espessura a qual os revestimentos cerâmicos atuais conseguem ser produzidos. O avanço tecnológico, dos materiais e dos equipamentos nos últimos anos permitiu a confecção de peças tão delicadas e finas que chegam a ter 0,3mm de espessura, o que lembra a transparência e a delicadeza de uma lente de contato oftalmológica, daí a referência. Essa evolução também foi motivo para a o bum do marketing atribuído a esse sistema, tornando as lentes um dos trabalhos mais procurados e desejados em estética nos últimos anos. Hoje as lentes superam e muito as antigas facetas nos quesitos durabilidade, resistência, estética, velocidade de confecção, delicadeza, adaptação sobre o dente e previsibilidade de tratamento.
É impossível fazer essa previsão sem uma avaliação detalhada e o planejamento de cada caso. O planejamento passa por várias etapas, incluindo fotografias e tomadas de cor, radiografias/tomografias para análise estrutural, projeto virtual (Digital Smile Design), moldagens para enceramento diagnóstico, escaneamento para 3D e prova de mock up em boca. E esses processos praticamente determinam todos os parâmetros e tratamentos necessários para a execução do caso, determinando a escolha da quantidade de dentes a serem envolvidos pelas lentes, os melhores métodos e materiais para confecção e, finalmente, determinar o investimento. É similar ao trabalho de um arquiteto e de um engenheiro ao projetar uma casa (projeto, 3d, maquete e execução).
Devemos sempre lembrar que existem várias ferramentas disponíveis e que cada uma delas foi desenvolvida para uma determinada finalidade. Parece muito obvio olhando por esse ponto de vista, mas todos os dias recebo pacientes em busca de resultados, mas com a indicação da ferramenta errada. Ex: “tenho os dentes tortos, quero fazer lentes”.
Portanto, considerar o valor da Lente de contato por si só não determina o investimento para o seu tratamento! Muitos outros processos podem estar envolvidos para conquistar seus objetivos e, muitos casos acabam sendo solucionados por outros meios ou mesmo com a aplicação de um número reduzido lentes.
Então vamos lá: Desarranjos de mordida ou desalinhamento dentário devem em primeiro momento ser tratados por ortodontia, e não por facetamento; alterações de cor devem ser primeiramente tratadas por limpeza, polimento superficial, clareamento dentário e, em casos mais extremos, por lente de contato; retração gengival ou desgaste do colo dentário pode ser tratado cirurgicamente em alguns casos, recobrimento em resina ou lente por exemplo.
O primeiro passo a compreender aqui é que a ferramenta inicial para cor é a limpeza, processo que remove qualquer pigmento superficial, tártaro, placa bacteriana, resíduos alimentares ou manchas. Em seguida entra o clareamento dental. Com a utilização do produto e da técnica adequada, os clareamentos frequentemente atingem resultados bastante satisfatórios. Mas vale lembrar que o clareamento é um processo de limpeza estrutural que remove pigmentos do dente e não uma “pintura” ou um “tingimento”, e que, portanto, tem limites individuais e resultados variáveis em cada caso. Clareamento não segue uma regra, a estrutura do dente e sua composição são características individuais. Vale lembrar que os dentes clareiam e que restaurações, coroas, facetas e materiais artificiais não sofrem efeito clareador durante o processo, sendo fundamental passar por uma avaliação clínica para determinar qual o melhor caminho para o tratamento. Se o processo de clareamento não atingir o resultado de cor esperado a melhor solução seriam as lentes de contato dental.
O primeiro ponto é considerar os fatores rotineiros que podem levar à formação do tártaro. Precisamos eliminar os possíveis estímulos na alimentação, a qualidade da higiene e adequar a rotina. Existem inúmeros fatores relacionados ao acúmulo de tártaro: ingestão excessiva ou muito frequente de carboidratos (refrigerantes, sucos, balas, massas, pães…) pouca ingestão de água, respiração bucal, tabagismo, etc. É claro que para uma correta manutenção a superfície dos dentes deve estar corretamente limpa, polida e isenta de deformações ou “degraus”. Considera-se portanto necessário uma avaliação de possíveis fraturas ou desgastes dentários, restaurações antigas ou mal acabadas, próteses mal adaptadas, contenção de aparelho ou resíduos de “cola” do aparelho.
Os tratamentos envolvidos vão desde a reeducação alimentar e orientação de higiene, até limpezas, polimentos, trocas de restaurações e mesmo o facetamento com lentes de contato, uma vez que o material cerâmico não acumula tártaro e tem melhor estabilidade de cor e textura que os demais.


Assim como um médico cirurgião realiza seus procedimentos em hospital cobrindo o corpo e deixando acesso apenas à região que está sendo operada, nós dentistas também fazemos uso desse recurso. O isolamento absoluto permite trabalhar a troca de restaurações sem que haja contaminação durante o processo e evitando a ingestão de bactérias e resíduos nocivos.

Assim como um médico cirurgião realiza seus procedimentos em hospital cobrindo o corpo e deixando acesso apenas à região que está sendo operada, nós dentistas também fazemos uso desse recurso. O isolamento absoluto permite trabalhar a troca de restaurações sem que haja contaminação durante o processo e evitando a ingestão de bactérias e resíduos nocivos.

Trabalhar com lupa e microscopia aumenta e muito a qualidade dos procedimentos e os resultados clínicos. Pequenos problemas encontram grandes soluções. O nível de exigência de adaptação dos trabalhos se elevam e muito, contribuindo também para o diagnóstico precoce e o trabalho preventivo das doenças bucais.

Trabalhar com lupa e microscopia aumenta e muito a qualidade dos procedimentos e os resultados clínicos. Pequenos problemas encontram grandes soluções. O nível de exigência de adaptação dos trabalhos se elevam e muito, contribuindo também para o diagnóstico precoce e o trabalho preventivo das doenças bucais.

Com imagem em alta resolução e instantânea, nosso equipamento oferece baixíssima exposição à radiação e muito mais conforto.

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Uma realidade que ainda parecia distante, mas que já está disponível e acessível em meu consultório, a odontologia digital veio para mudar os conceitos, acelerar os processos com muito mais conforto e precisão. O escaneamento 3D é um substituto das moldagens tradicionais, uma ferramenta muito mais adequada e ecológica, uma vez que não produz nenhum resíduo (silicones, alginatos e gesso). As próteses também pularam vários estágios manuais e hoje conseguem ser produzidas diretamente por um software (CAD-CAM) e usinadas diretamente em uma unidade de fresagem 3D diretamente em material cerâmico (menor necessidade de desgaste dentário, maior segurança e durabilidade para aplicação em boca e isento de metais nocivos à saúde). Uma outra vantagem do sistema é a velocidade de processamento, que pode ser feito no mesmo dia e já instalado em boca, sem demora, permite resultado imediato.

Uma realidade que ainda parecia distante, mas que já está disponível e acessível em meu consultório, a odontologia digital veio para mudar os conceitos, acelerar os processos com muito mais conforto e precisão. O escaneamento 3D é um substituto das moldagens tradicionais, uma ferramenta muito mais adequada e ecológica, uma vez que não produz nenhum resíduo (silicones, alginatos e gesso). As próteses também pularam vários estágios manuais e hoje conseguem ser produzidas diretamente por um software (CAD-CAM) e usinadas diretamente em uma unidade de fresagem 3D diretamente em material cerâmico (menor necessidade de desgaste dentário, maior segurança e durabilidade para aplicação em boca e isento de metais nocivos à saúde). Uma outra vantagem do sistema é a velocidade de processamento, que pode ser feito no mesmo dia e já instalado em boca, sem demora, permite resultado imediato.

Aquele trauma do barulhinho do motor já pode ser deixado de lado. Com os sistemas rotatórios elétricos o processo de desgaste dentário se tornou muito mais confiável, gerando menor risco de sensibilidade e conforto.

Aquele trauma do barulhinho do motor já pode ser deixado de lado. Com os sistemas rotatórios elétricos o processo de desgaste dentário se tornou muito mais confiável, gerando menor risco de sensibilidade e conforto.
